
"Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento. . . de desencanto. . .
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente. . .
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
– Eu faço versos como quem morre."

Manuel Bandeira viveu assim...Nasceu em 19 de abril de 1886, no final do ano de 1904, aos 18 anos, fica sabendo que está tuberculoso. Como não tinha tratamento na época, fica esperando a chegada da morte mas somente no dia 13 de outubro de 1968, às 12 horas e 50 minutos, com 82 anos, morre o poeta Manuel Bandeira, no Hospital Samaritano, em Botafogo, sendo sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista.
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